domingo, 29 de abril de 2012

18 de abril, dia do índio

No Brasil há 258 tribos indígenas. Delas somentes 225 (com uma população total de 356.423 índios) são conhecidas; 

113 não possuem presença evangélica, menos de 30% são alcançadas satisfatoriamente e apenas 13% das tribos possuem o Novo Testamento em sua língua. 

Por incrível que pareça, esses dados já representam um avanço na evangelização dos indígenas brasileiros. 

Mesmo assim é difícil acreditar que ainda hoje haja comunidades inteiras, com milhares de pessoas, que nunca ouviram sequer o nome Jesus. 


O conceito de índio

Na Idade Média, a palavra "índio" era empregada para designar todas as pessoas do Extremo Oriente. Ao chegar às Américas, Cristóvão Colombo acreditou que havia encontrado um novo caminho para as Índias e resolveu chamar os nativos que encontrou de índios.[6] O conceito de "índio" é, portanto, uma invenção europeia. Os habitantes originais das Américas nunca se enxergaram como um povo uno. Pelo contrário, diferentes grupos indígenas nutriam grande animosidade e constantemente guerreavam entre si. Povos indígenas de cultura mais desenvolvida, como os incas,astecas e maias, criaram grandes impérios por meio da conquista e da exploração de povos menos desenvolvidos. Os sacrifícios humanos eram práticas constantes na cultura asteca e maia, e índios de tribos inimigas eram capturados e sacrificados em rituais religiosos que incluíam arrancar o coração da pessoa quando ela ainda estava viva, como oferenda aos deuses. O incas construíram seu império subjugando diversos povos que viviam na região, impondo-lhes sua religião, língua e cultura. No Brasil, os tupis viviam ao longo do litoral quando da chegada dos portugueses, mas séculos atrás eles viviam na região da Amazônia. Com o crescimento populacional na Amazônia, os tupis começaram a migrar para o sul, expulsando e exterminando outros povos indígenas que viviam naquelas áreas e ocupando as regiões que historicamente esses outros povos habitaram. Os tupis eram adeptos da antropofagia e tinham o hábito de comer partes do corpo dos guerreiros vencidos das tribos inimigas, pois na sua cultura acreditavam absorver a força do inimigo ao comê-lo.[7]
Quando os europeus chegaram às Américas encontraram, portanto, não um povo indígena, mas diferentes povos que nutriam animosidade entre si e não se enxergavam como pertencentes a um mesmo povo. Uma "identidade indígena" só foi criada séculos depois, com a chegada dos europeus.[4]





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